Guarda
Naquela caixa velha empoeirada
o meu silêncio frágil , enferrujado
que ainda sente vontade de gritar.
Guarda ele pensando que um dia
ele possa sair dessa agonia
de ter-se emudecido sem alternativa
em nome de algo que nem sabia
Guarda o meu silêncio
emenda de retalhos das ilusões perdidas
costurados com o fio tênue de outras vidas...
Guarda meu silênciobem fechado e esquecido
para que ele possa se corroer,
virar pó apodrecido
até, quem sabe, um dia,
tornar-se vento sibilante ao seu ouvido...
Ana Arnaud
Ana, que poema lindo!
ResponderExcluirDepois dele já não há como "guardar" sentimentos!
Emocionante. Adorei!
Bom dia vivo no porto e encontrei no myheritage uma coincidência com a sua familia. o meu pai "Vitorino carlos Campos Ferreira" tinha um parentesco por afinidade (8 graus) com a sua familia, ele era filho de Emilia Pereira de campos e de António Carlos ferreira.Cumprimentos. Vitor Suzano
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